Conheça as vítimas da tragédia em Goiânia


Goiânia – Dois adolescentes morreram e quatro ficaram feridos no ataque a tiros que ocorreu no Colégio Goyases, em Goiânia, nesta sexta-feira (20/10). Segundo a Polícia Militar, o suspeito é um aluno de 14 anos do 8º ano da mesma escola.

O rapaz usou uma pistola .40, de propriedade do pai, que é coronel da PM. O jovem estava na classe desde o início da manhã e efetuou múltiplos disparos contra os colegas por volta das 11h50, ao término de uma aula. A motivação teria sido bullying. O atirador era chamado de fedido por outros adolescentes.

João Pedro Calembo, 14 anos, morreu na hora
João Vitor Gomes ( à esquerda), 12 anos, também morreu na hora
Lara Fleury Borges , está internada em estado grave
Marcela Rocha , está internada em estado grave
Isadora de Moraes , está internada em estado grave
Hyago Marques, está consciente e não corre risco de morte

Vítimas foram enterradas sobre forte comoção

João Pedro Calembo, 14 anos, foi enterrado por volta das 11h deste sábado (21/10) no Cemitério Parque Memorial, na GO-020, sob forte comoção de familiares e amigos. A mãe do jovem, Bárbara Calembo, estava muito emocionada e, enquanto o filho era sepultado,levantava as mãos para o céu e pedia a ajuda de Deus. Músicas religiosas foram cantadas durante todo o cortejo.

Além dos pais, o irmão de 8 anos de João Pedro acompanhou o enterro. Mais cedo, o pai do menino, Leonardo Calembo, afirmou que precisava ser forte “pelos meus filhos e pela minha esposa, que está muito abalada”. Ainda segundo ele, a família já perdoou o atirador.

“Estou tentando tirar uma lição. Os presídios estão cheios de jovens que não tiveram educação suficiente e a presença de um pai em casa. Faltou conversa, faltou pai e mãe. Como ninguém percebeu que isso poderia acontecer? Essa situação é resultado de uma família desestruturada”, disse Leonardo antes de enterrar o filho.

Foto: Michael Melo do Metrópoles

João Vitor Gomes, de 13 anos, foi velado no Cemitério Jardim das Palmeiras. O enterro ocorreu por volta das 11h20. Nenhum familiar quis dar declarações sobre o ocorrido. Os donos da escola estiveram presentes nos dois sepultamentos, mas não falaram com a imprensa e ainda não se posicionaram oficialmente sobre a tragédia.

A tragédia
A perícia da Polícia Civil de Goiás revelou, após seis horas de apuração, que o estudante usou uma pistola .40, de propriedade da mãe, que é da Polícia Militar. Segundo os agentes, o jovem estava na classe desde o início da manhã de sexta (20) e atirou contra os colegas por volta das 11h50, ao término de uma aula.

O adolescente foi apreendido 20 minutos depois e encaminhado para a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depae). De acordo com a PM, colegas de turma apontam que ele sofria bullying pelo mau cheiro. Um deles teria levado um desodorante para o colégio no dia da tragédia com o objetivo de provocar o agressor.

O socorro foi chamado por uma professora por volta das 12h. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as duas mortes: João Pedro Calembo, 14 anos; e João Vitor Gomes, 13. Segundo os bombeiros, os feridos são: Isadora de Morais, Marcela Rocha Macêdo, Lara Fleury Borges e Hyago Marques. Três deles, em estado grave, foram transportados de helicóptero para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e receberam atendimento.

Com informações Metrópoles / Crédito fotográfico: Michael Melo 


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