Durante ocorrência, policial se assusta com cão e mata animal

São Paulo – A execução de um cão chamado Tupi, em Florianópolis, comoveu Santa Catarina. Três policiais foram a uma casa para checar denúncia de crime ambiental feita pela vizinha. Enquanto dois policiais conversavam com a dona da casa, um terceiro foi até os fundos da propriedade.

“Nesse momento, o Tupi latiu como sempre faz, se levantou e foi em direção à porta. Minha tia se virou para pedir para ele parar e já viu que o PM tinha sacado a arma. Nem deu tempo de ela terminar de falar”, relatou o dono do animal.

Veterinária tirou bala do corpo do animal (Foto: Guilherme Martins da Cunha/Arquivo pessoal)

Latidos, seguidos do estampido de uma arma de fogo. Esses foram os últimos barulhos que a família de Débora Martins, a Binha, ouviu antes de enterrar o cão Tupi.

Num gesto que mostrou o despreparo da polícia, o jovem guarda sacou a arma assustado e desferiu um tiro, que tirou a vida do Tupi — relata.

“Eu vi ele atirar no meu cachorro. Por isso eu já estou há duas noites sem dormir, porque toda vez que eu fecho o olho a única coisa que eu vejo é o policial dando o tiro na cabeça do meu cachorro, que nunca mordeu nem outro cachorro”, diz, emocionada.

Um vira lata de sete anos, morto com um tiro na cabeça por um policial ambiental durante fiscalização de rotina em uma propriedade da Barra do Sambaqui, em Florianópolis.

Segundo o relato das testemunhas, a dona tentou avisar que o cachorro não era agressivo, mas não houve tempo e ele acabou abatido pelo policial. A família registrou ocorrência contra o policial, que não teve a identidade revelada.

O comando da Polícia Militar Ambiental afirmou que o policial se sentiu acuado pelo animal e por isso atirou.

— Ele tentou gritar e fazer gestos, porém o cachorro não parou. O soldado entendeu que estava ameaçado, sacou a arma e efetuou o disparo, mas foi um fato isolado em uma situação que o soldado sentiu-se em perigo.

Animal tinha bom comportamento

“O Tupi tinha 7 anos, porte grande, se levanta e se movimenta com dificuldade. Não correu. [Latir] é algo que ele faz para todo mundo”, disse Guilherme.

Duas tias dele moram em terrenos vizinhos e vários animais, entre gatos, galinhas e 10 cães, convivem juntos. “Os cachorros passaram o dia triste, na casinha. Cães que normalmente passam o dia inteiro brincando”, declarou o estudante.

 

 

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