Empresários, advogados, economistas e artistas lançam manifesto contra Bolsonaro

São Paulo –  Um grupo composto por artistas, advogados, ativistas e empresários lançou neste domingo (23.set.2018) 1 manifesto intitulado “Democracia Sim” contra a eleição do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Assinado por 333 pessoas, o documento diz que, independente das divergências políticas que existem entre os integrantes do grupo, todos reconhecem que o militar é “uma ameaça” ao “patrimônio civilizatório”.

“É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”, diz o manifesto.

No documento (eis a íntegra), o grupo afirma que tem a consciência de que estão lidando com algo antidemocrático ao se deparar com projetos que negam a existência da ditadura, “flertam” com conceitos como a produção de nova Constituição, “acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade” e “lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam”.

O manifesto expressa que o grupo compreende os desafios que o país precisa enfrentar para superar a crise econômica, além do “colapso” do sistema político, que gera “frustração e descrença”. No entanto, defende que, “em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica” na escolha de 1 voto.

“Sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial”, diz o documento.

O grupo ainda destaca que o Brasil já viu em Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello “outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política”, mas que acabaram levando o país ao “desastre”.

“Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários”, diz 1 trecho.

Entre aqueles que assinaram o manifesto estão: Alê Youssef, Alexandre Nero, Andreia Horta, Arnaldo Antunes, Bela Gil, Caetano Veloso, Camila Pitanga, Chico Buarque, Claudia Abreu, Drauzio Varella, Fernanda Abreu, Gregorio Duviver, Leandra Leal, Palloma Duarte, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Tati Bernardi, Zeca Camargo e Tainá Müller.

*Com informações do  Poder360

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