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Homem mata irmã enquanto ela carregava pai cadeirante


São Paulo – O açougueiro Pedro Miranda, de 19 anos, que foi preso suspeito de esfaquear e matar a irmã, Vitoria Miranda Costa, de 22, ameaçou, na internet, matar os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus poucas horas antes do crime. Em depoimento à polícia, ele confessou o assassinato, não demonstrou arrependimento e acusou a vítima de estar com uma faca. As informações são do G1. 

A execução ocorreu na casa da família, na Avenida Atlântica, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Vitória teve o rosto desfigurado e foi golpeada a facadas nos ombros, embaixo do braço e nos seios. Ela foi surpreendida enquanto carregava o pai de ambos, de 66 anos, que é cadeirante e não conseguiu ajudá-la.

Pedro incitou a matar fiéis da Igreja Universal na noite anterior ao crime em Mongaguá, SP (Foto: Reprodução)

“Bando de lixo filho da […]. Se pudesse, matava toda a Igreja Universal. [Pastor] Valdomiro, todos esses… Vou queimar muito tempo no inferno”, escreveu Pedro, ao compartilhar uma publicação em uma rede social, menos de seis horas antes de esfaquear a irmã. Segundo a polícia, o rapaz estava embriagado quando fez a postagem e, pouco depois, foi matar a vítima.

“Ele tinha ingerido bebida alcoólica. Ele assumiu que matou, sim, mas afirmou que a irmã era quem estava com a faca. A versão contradiz o que o pai deles disse, em depoimento. Não demonstrou qualquer arrependimento. Está, na verdade, se sentindo um ídolo, um ícone”, afirmou o delegado Ruy de Mattos.

Pedro foi identificado por policiais militares de folga em Itariri, na região do Vale do Ribeira. Após o crime, ele passou na casa da ex-namorada, cujo término do relacionamento ele atribui à irmã, também para atacá-la. “É um rapaz problemático. Ficou demonstrado pelas testemunhas que ele queria matá-la”.

O açougueiro não encontrou a ex, de 17 anos, e fugiu de moto para a casa de um conhecido, em São Vicente. Como estava embriagado, se envolveu em um acidente e o veículo ficou destruído. Foi de ônibus até Peruíbe, ainda na Baixada Santista, e depois seguiu a pé até a cidade onde foi localizado pelos policiais.

Arma utilizada no crime foi encontrada pela polícia (Foto: G1)

“Ele alegou, por fim, que toda essa encrenca envolvia a irmã com a mulher dele. Controvérsias e xingamentos mútuos, e acabou perdendo a cabeça”, afirmou o delegado. Pedro teve a prisão preventiva, por tempo indeterminado, decretada pela Justiça. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória da região.

O crime

O crime ocorreu na casa da família, em frente ao pai dos dois, um aposentado cadeirante de 66 anos. Segundo o delegadoRuy de Mattos, a menina era cuidadora dele. Ela estava justamente o colocando na cama para dormir, carregando ele, quando recebeu a primeira facada nas costas.

Crime aconteceu na casa do pai dos dois, que é cadeirante e tem 66 anos (Foto: G1 Santos)

Segundo o apurado pelo delegado, a relação de Pedro com os parentes não era boa. Contra o rapaz, há três boletins de ocorrência registrados: um de violência doméstica, sendo a irmã a vítima, outro de maus tratos, cujo próprio pai era o agredido, e mais um por roubo, ocorrido anteriormente na cidade.

“Pedro mantinha um relacionamento, e essa mulher morava com ele há pelo menos dois anos. O pai sustentava os dois e chegou um momento em que pediu para que ambos saíssem de casa, mas eles terminaram justamente pelas brigas constantes, por ciúmes e pela vida pregressa do rapaz”, explicou o delegado.

Vitória foi morta a facadas pelo próprio irmão (Foto: Arquivo Pessoal)

Após ingerir bebida alcoólica e ficar alterado, ele começou a discutir com a irmã. Em seguida, de acordo com a polícia, ele voltou ao quarto do pai e a apunhalou pelas costas. “A jovem tentou se defender, mas não conseguiu. O pai viu tudo. Foi ferida gravemente no rosto e acabou morrendo ali mesmo, no local”, disse.

Após a fuga de Pedro, a jovem foi encontrada pela ex-cunhada, que foi à residência para buscar os bens pessoais, em razão do término do relacionamento. O aposentado, que assistiu ao crime, não conseguiu socorrer a filha, nem pedir ajuda, pois, segundo a polícia, era incapaz de sair da cama. Quando a equipe do Samu chegou ao local, realizou o procedimento padrão, mas Vitória não resistiu aos ferimentos.


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