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Pai pede para matarem seu filho gay ‘pela honra da família’; rapaz está desaparecido


Belo Horizonte – Um jovem de 20 anos foi preso em São Petersburgo, na Rússia, por causa de sua orientação sexual. O jovem é gay e foi detido graças a ajuda de seu pai, que pediu para matarem seu filho “pela honra da família”.

Zelimkham Akhmadov é uma das pessoas que foram presas em 2017 pelas autoridades da Chechênia, região da Federação da Rússia, por conta de sua orientação sexual. O jovem foi preso em um tipo de campo de concentração, criado pelo governo local, para homossexuais ou suspeitos de serem homossexuais. Akhmadov foi torturado e obrigado a entregar outros amigos que também são gays.

Akhmadov ainda conseguiu fugir da Chechênia e buscou abrigo com um amigo em São Petersburgo. A partir daí, os pais o colocaram na lista de fugitivos procurados do país. Em abril deste ano, alguns familiares tentaram entregá-lo às autoridades, mas ele conseguiu escapar.

Zelimkham Akhmadov manda mensagem com pedido de socorro (Reprodução/Arquivo pessoal)

O jovem pediu apoio à Rede LGBT da Rússia, um ONG que ajuda homossexuais no país. Akhmadov marcou um ponto de encontro, contudo, ao chegar no local em que estaria seguro, ele foi surpreendido por seu pai e alguns policiais, e foi forçado a entrar em um carro.

Após esse dia, não se teve mais notícia de onde Akhmadov está. A Rede LGBT Russa chamou a polícia de São Petersburgo para que investiguem e tentem encontrá-lo.

Com a grande repercussão do caso de Zelimkhan Akhmadov na imprensa da Chechênia, a Freedom House, uma organização independente que tem atuação na área dos direitos humanos, explicou que “a perseguição à comunidade LGBT na Chechênia infelizmente está longe de acabar”.

“Como muitos outros, Zelimkhan foi preso por autoridades locais, torturado e agredido por causa de sua orientação sexual. Devido as autoridades russas colaborarem com a homofobia, solicitamos urgentemente ajuda ao PACE (Parliamentary Assembly of the Council of Europe – Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu), pedindo interferência internacional e a imprensa para investigarem as atrocidades cometidas pelas autoridades chechênias”, clamou a entidade.

Com informação BHZ


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