Lula diz que vai fazer o Brasil “voltar a ser feliz”

Brasília – Apesar de repetir a máxima dos políticos de que candidatura só se define no ano da eleição, o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu nesta sexta-feira sinais dos esforços que vêm fazendo para consolidar seu nome para 2018 – apesar das suspeitas levantadas pela Operação Lava-Jato. As informações são da revista valor econômico.

O petista adotou um discurso de campanha, ao dizer que quer ajudar o Brasil a “voltar a ser feliz”. Foi o resgate de uma expressão cunhada em 1989, no famoso jingle de Lula “Brilha uma estrela”. A frase também nomeia manifesto recém-lançado por sindicalistas que apoiam Lula: “O Brasil precisa voltar a ser feliz – Lula Presidente 2018”. “Eu já tenho 71 anos de idade. Eu tenho pouco tempo pela frente.

Quero dedicar esse tempo para tentar ajudar esse Brasil a voltar a ser feliz”, disse o ex-presidente em entrevista à rádio “O Povo/CBN”, de Fortaleza. “Em 2008, a gente sonhava que o Brasil seria a quinta economia do mundo. Eu volto a sonhar com esse momento para o Brasil.” E, de forma involuntária, fez uma rima: “Para o povo voltar a ser sorridente, é preciso que o povo possa eleger o novo presidente.” O petista classificou a situação atual do país como uma “desgraceira”, em contraste com o “país mais otimista e feliz do mundo” de 2008 – quando ele presidia o Brasil. “Estou preocupado com a desesperança do povo, o desemprego, a tentativa de acabar com a aposentadoria e prejudicar milhões e milhões de pessoas pobres que dependem dela e das pensões pra sobreviver”, disse em referência à proposta de reforma da Previdência do presidente Michel Temer (PMDB).

Chapa Lula evitou polemizar em relação ao julgamento da legalidade da chapa Dilma-Temer, em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Você tentar, nessas alturas do campeonato, cassar a Dilma, que já foi cassada, é no mínimo uma confusão política desnecessária.” O julgamento pode levar à perda do mandato de Temer, se os ministros entenderem que ele também foi corresponsável por irregularidades na arrecadação de fundos para a campanha de 2014. Lula também se comparou com outros possíveis presidenciáveis. “Hoje, de todos aqueles que estão ligados a partidos políticos, o único que tem uma performance acima da média sou eu.

O restante, ninguém tem uma performance”, disse. “Que saia candidato quem quiser. Que saiam 500 candidatos e depois o povo escolha um.” Outro aceno para 2018 se deu quando Lula foi questionado sobre as críticas que recebeu de Ciro Gomes (PDT-CE). O ex-ministro classificou na semana passada uma candidatura de Lula à Presidência como um “desserviço ao país”. Diplomático, Lula respondeu: “Não vou brigar com Ciro por qualquer coisa não. Só tenho elogios, não tenho críticas – mesmo se formos adversários.” Se confirmar sua candidatura, Lula espera poder contar com o apoio de Ciro, que, ao mesmo passo, tem pretensões presidenciais e ensaia uma aliança com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

O virtual candidato tucano à Presidência, João Dória, foi alvo de alfinetadas do ex-presidente. Para Lula, Dória quer “ter 2 minutos de glória” e tenta se fazer passar por seu antagonista. “Eu não vou transformar ele no meu personagem antagonista. Ele tem de parar de fazer pirotecnia e governar de verdade.” Lava-Jato A menos de um mês de seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro, dentro das investigações da Operação Lava-Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se disse ansioso por este momento. “Eu quero ir lá dia 3 de maio, responder as perguntas do juiz Moro, saber quais são as provas que eles têm contra mim. Eles vão ter de apresentar.” Lula reconheceu que Moro “cumpre um papel importante na história”, mas condenou a divulgação das investigações pela imprensa antes de haver um julgamento dos acusados.

 

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