Marcelo Ramos pode deixar chapa de Eduardo Braga

Manaus –  O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu parecer pela impugnação de Marcelo Ramos, vice na chapa encabeçada por Eduardo Braga, das eleições suplementares para governador do Amazonas. O problema seria a ata da convenção do Partido da República (PR) que, de acordo com o MPE, está irregular e teria sido assinada por apenas seis pessoas.

Marcelo Ramos argumenta que o estatuo de seu partido é claro em dizer que apenas as assinaturas da Comissão Provisória são necessárias para efeito de candidatura.

“Nosso partido não tem diretório regional, o que acontece é a formação de uma comissão, indicada pela direção nacional, e foi o que fizemos. Seis das sete pessoas que estavam nessa comissão assinaram a ata, então não há irregularidade nenhuma”, afirmou ex-deputado estadual, reforçando que disputou as eleições para prefeito, no ano passado, apresentando os mesmos documentos que entregou este ano ao TRE.

A candidatura de Marcelo não é a única que corre risco. Outras duas, com possíveis irregularidades, também serão julgadas nos próximos dias.

Segundo o secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Waldiney Siqueira, as chapas de Liliane Araújo (PPS) e Rebecca Garcia (PP) também podem ser impugnadas.

No caso da candidata do PPS, o problema seria uma dupla filiação. Liliane concorre ao governo pelo PPS, mas consta no sistema da Justiça Eleitoral como filiada a outro partido. Já no caso de Rebeca Garcia, a questão é o vice, Abdala Fraxe (PTN), que teria sido condenado em duas ações judiciais e portanto estaria impedido de concorrer a qualquer eleição.

Próximos passos

“Todos os casos devem ser julgados até sexta-feira”

Waldiney esclarece também como serão os próximos passos da Justiça Eleitoral a partir de agora. “Todos os casos devem ser julgados até sexta-feira, quando as urnas serão lacradas. Caso alguma chapa seja impugnada, as candidaturas correspondentes vão aparecer na urna, mas sob judice. Nenhum voto dado a essas chapas será contabilizado como válido até a decisão final, que deve partir do TSE”, simplificou o secretário.

O relator do caso de Marcelo Ramos é o juiz eleitoral Felipe Thury.

Marcelo se mostrou insatisfeito com a atuação do MPE. “É chato o Ministério Público não ser diligente e cuidadoso como deveria ser em uma matéria tão importante quanto essa. Mas nós estamos acostumados com isso e quem quiser nos derrubar, vai ter que nos encontrar nas urnas”, disse o candidato a vice de Eduardo Braga.

Em nota, o PR destacou que “a equipe jurídica da coligação já está preparando formalmente e entregará, agora pela manhã, memoriais para os membros do TRE, esclarecendo o equívoco”.

Com informações Em Tempo

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