Nicolás Maduro pede ao Papa que ajude a impedir que os EUA invadam a Venezuela


Caracas – O presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou nesta terça-feira (22) que respeita “a ética e o espírito” do Papa Francisco, com quem disse ter boas relações, e pediu a ele uma ajuda “para impedir que o presidente americano, Donald Trump, invada” seu país.

“Que o Papa nos ajude a impedir que Trump lance suas tropas e invada a Venezuela. Peço ao Papa ajuda contra a ameaça militar dos Estados Unidos. Que não me abandone, que não nos abandone”, declarou Maduro diante do palácio de Miraflores, durante uma coletiva de imprensa com jornalistas nacionais e estrangeiros.

O mandatário solicitou que o Papa o ajude com a “obsessão”, a “prepotência” e a “agressividade” do presidente da Argentina, Mauricio Macri, assim como do presidente brasileiro Michel Temer, dois líderes que junto a outros 10 governos da região denunciaram o autoritarismo de Maduro.

O presidente venezuelano confiou ao Papa que “siga ajudando com o caminho do diálogo, da paz, do entendimento, da defesa da soberania da Venezuela”.

Maduro disse ainda que a relação da Venezuela com os EUA está em seu pior momento: “Infelizmente, estamos no pior momento da relação com o governo dos EUA E digo ‘infelizmente’, porque minha proposta, baseada no diálogo de civilizações, tem sido que tenhamos relações respeitosas. Presidente Trump, vamos normalizar as relações e estabelecer um diálogo frutífero que até inclua uma cooperação entre os nossos governos para beneficiar a relação histórica entre o nosso povo”.

Opção militar na Venezuela

Há pouco mais de uma semana, Trump declarou que que considerava muitas opções para a Venezuela, incluindo uma opção militar. “As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário”, disse o presidente em seu clube de golfe em Bedminster, onde estava de férias. “Estamos em todo o mundo, e temos tropas em todo o mundo, em lugares que são muito longe. A Venezuela não está tão longe”, disse.

No final de julho, os EUA lançaram sanções contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, congelando seus ativos no país, e o chamaram de ditador, um dia após a eleição da Assembleia Constituinte convocada por Maduro. O país também aplicou sanções a atuais e ex-funcionários da Venezuela com ligações à Constituinte.

Em seu primeiro discurso na Assembleia Constituinte da Venezuela, Maduro disse que queria se reunir com Trump. O presidente instruiu o ministro de relações exteriores a abordar os EUA sobre uma conversa telefônica ou uma reunião com o americano.

Maduro, que antes já tinha dito para Trump “tirar suas mãos sujas” da Venezuela, afirmou no discurso que queria uma forte relação com os Estados Unidos, como a que tem a com a Rússia. “Senhor Donald Trump, aqui está a minha mão”.

Com informações G1


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