Presos na operação ‘Custo Político’ correm risco de morte em cadeia de Manaus, diz MPF

Manaus – O procurador Alexandre Jabur, do Ministério Público Federal, sugeriu à juíza Ana Paula Serizawa Podedworny, da 4ª Vara Federal da 1ª Região, a transferência para um presidio federal dos ex-secretário do Estado do Amazonas, Wilson Alecrim, Afonso Lobo, Raul Zaidan e Evandro Melo presos na segunda fase da operação “Maus Caminhos” batiza de ‘Custo Político’, segundo o procurador essa transferência visa resguarda a integridade física dos secretários que correm risco de morte dentro do Centro de Detenção Provisória de Manaus.

O pedido foi baseado no crescente conflito de crise no sistema prisional do Amazonas e na solicitação dos advogados dos presos em transferi-los para  prisão domiciliar até o julgamento do processo.

Segundo a magistrada  não a necessidade dos presos aguardarem o julgamento  em prisão domiciliar. ” Entretanto a transferência dos envolvidos para presídio federal, fica a cargo do MPF que deve apresentar o pedido de transferência para que a defesa dos acusados possam se manifestar”, disse Ana Paula Serizawa.

Operação Custo Político

A operação batizada “Custo Político”, que aconteceu na última quarta-feira, é um desdobramento da segunda fase da “Operação Manaus Caminhos”. Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove mandados de prisão temporária, 27 mandados de busca e apreensão, 27 conduções coercitivas e 18 mandados de sequestro de bens móveis e imóveis. Entre os presos estão cinco ex-secretários do governo do Amazonas, Wilson Alecrim, Pedro Elias, Raul Zaidan e Evandro Melo, Afonso Lobo e um coronel da Polícia Militar (PM) Aroldo Ribeiro. A investigação aponta que os ex-secretários recebiam “mesadas” que variavam de R$ 83,5 mil até R$ 133,5 mil mensais para facilitar um esquema criminoso liderado pelo médico e empresário Mouhamad Moustafa, responsável por desviar mais de R$ 110 milhões da saúde pública do Amazonas por meio do Instituto Novos Caminhos.

 

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