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Suspeito de participação em morte de PM se entrega em delegacia com medo de represália


Manaus – Marcos Neves Serra, 19, um dos suspeitos de matar o soldado da Polícia Militar (PM) Paulo Sérgio Portilho, se apresentou espontaneamente, na tarde desta quarta-feira (31), na Delegacia Geral (DG). Segundo a Polícia Civil (PC), Marcos estava no bairro Betânia, na zona sul, e resolveu se apresentar após familiares terem descoberto o envolvimento dele no crime.

Ele chegou na delegacia acompanhado da mãe e de familiares. A família encontra-se da DG e aguarda o suspeito concluir o depoimento. Eles não quiseram falar com a reportagem sobre o caso.

Segundo a PC, Marcos tem um mandado de prisão em aberto. Ele será ouvido e, em seguida, vai ficar à disposição da PC para que sejam feitas outras diligências, conforme informações repassadas pela assessoria de imprensa.

Suspeitos do crime

A polícia identificou três suspeitos de envolvimento na morte do soldado da PM Paulo Sérgio Portilho. São eles Marcos Neves Serra, 19, e outros dois suspeitos identificados pelas alcunhas “Tá bandido” e “Índio”. De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Valério, os suspeitos foram identificados após depoimento de uma testemunha ocular da morte do soldado, que passou seis nomes para a polícia. Dois deles seguem foragidos.

“Como já tínhamos um levantamento feito pela polícia de fotos, ele [a testemunha] reconheceu os suspeitos, que estão foragidos”, disse Valério, que acrescentou que a testemunha está sob proteção. Sobre os outros suspeitos, a polícia tem apenas as alcunhas e por isso ainda não divulgou imagens.

 Caso

O soldado Paulo Sérgio Portilho desapareceu no dia 26 de maio, após sair de casa para o trabalho de segurança em uma pizzaria. Após denúncia de uma testemunha, a polícia foi à invasão e achou o o corpo do policial enterrado. Lopo após o corpo ser encontrado, um incêndio atingiu os barracos da invasão. Os moradores denunciam que policiais iniciaram as chamas, já a PM apontou que traficantes que moram na invasão incendiaram os barracos por represália após a denúncia de que o corpo de Portilho estava no local. O incêndio será investigado. Com informações D24am.


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