Temendo ser hostilizado no Compaj, delegado faz greve de fome


Manaus – A defesa de Gustavo Sotero solicitou um novo exame de corpo de delito, já que os hematomas sofridos pelo delegado apresentaram uma aumento significativo. Ainda segundo a defesa, Sotero está bastante abalado e não está se alimentando.

Confira o documento emitido pelo sindicato dos delegados do Amazonas:

No ultimo sábado (25), o delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, 41 anos, se envolveu em um discussão no Porão do Alemão, que acabou na morte do advogado Wilson Justo e deixou mais três pessoas feridas.

Após crime o delegado teve a prisão preventiva decretada e foi transferido para uma carceragem na sede da Delegacia Geral. Entretanto o Tribunal de Justiça do Amazonas solicitou que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) verifique a possibilidade da transferência do delegado para um presídio comum.

No documento, a  juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha questiona a possibilidade de algum dos presídios receber Soterro resguardando a sua integridade psicológica e física.

Em resposta a solicitação da justiça a Secretaria de Estado de Administração Pública (Seap) informou que “não existe nenhuma unidade prisional que possua dependências 100% seguras e isoladas dos demais detentos para a custodia de um policial”, especialmente ocupando o cargo de delegado.

O documento, assinado pelo secretário da Seap, Cleitman Coelho, sinaliza também que o sistema penitenciário não “encontra-se totalmente controlado”, o que é de conhecimento do Poder Judiciário e dos demais poderes do Estado, e que em uma possível rebelião, “certamente o delegado Gustavo Sotero” será uma das “principais vítimas das facções criminosas, caso esteja nas dependências de um complexo prisional comum”.


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