Temer quer apressar impeachment por risco de perder votos no Senado

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São Paulo –  Correndo o risco de perder alguns dos votos no Senado Federal, o Governo interino de Michel Temer (PMDB) quer apressar a votação do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT).

O principal movimento nesse sentido ocorreu nesta quinta-feira, quando o presidente da Comissão Especial do Impeachment, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), acatou uma solicitação feita pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS) para encurtar em 20 dias o prazo do julgamento, com a votação final até o dia 25 de julho, em vez do calendário inicial que previa a decisão em 15 de agosto.

Houve grande grita da defesa de Rousseff e a decisão depende, agora, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside formalmente essa fase do processo.

Não há data limite para que o ministro Lewandowski decida sobre o cronograma, mas a expectativa no Congresso é que o magistrado a divulgue até a tarde da próxima segunda-feira, quando a comissão se reúne novamente. “Esse período de transitoriedade não é bom para o país”, engrossou o coro pela antecipação o próprio presidente interino em entrevista ao SBT. Temer disse que o caráter “provisório” afeta o Governo.

Se conseguir adiantar o prazo, Temer evitará um constrangimento que seria flagrado pelas câmeras do mundo inteiro, o de dividir o mesmo espaço que Rousseff na abertura dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto. Se o impeachment não ocorrer até lá, o país poderá se deparar com a inusitada situação de ter dois presidentes na tribuna das autoridades, o interino e a afastada.

Na prática, a pressa da equipe de Temer se deve porque ao menos 3 dos 55 senadores que votaram a favor da abertura do processo de impeachment já sinalizaram que podem, agora, se posicionar por inocentar a presidenta dos crimes de responsabilidade fiscal. São eles: Romário Faria (PSB-RJ), Cristóvam Buarque (PPS-DF) e Acir Gurgacz (PDT-RO). Caso essas alterações de voto se configurem, Rousseff não será condenada porque é necessário o apoio mínimo de 54 senadores para o impeachment se configurar. O número representa dois terços dos 81 membros desta Casa.

Com informações EL País,

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