Condenado por morte de adolescente escreve carta ao pai da vítima afirmando que foi preso injustamente

SÃO PAULO | O pedreiro Júlio Ergesse foi condenado pela morte da adolescente Vitória Gabrielly, em junho de 2018, na cidade de Sorocaba (SP). Ele decidiu escrever uma carta direcionada a Beto Vaz, pai de Vitória, para dizer que o crime foi feito por outra pessoa e que não houve investigação completa.

“O Fiat azul, que foi usado no crime, está preso na delegacia de Araçariguama (SP), mas ainda ão foi feito perícia […] O *** está foragido, o dono do carro, que também é traficante […] Não é justo estar preso pelo que os outros fizeram”, escreveu Júlio.

Segundo a Polícia Civil, os pontos citados por Júlio foram investigados durante o inquérito e não apresentaram nenhuma ligação com o crime.

Beto Vaz se pronunciou sobre a carta e lamentou não haver nenhuma solidariedade em relação ao assassinato da filha por parte do acusado.

“Não vi uma palavra solidária, nem um boa noite ou pêsames. Não sei porque mandou. Só vejo uma versão se importando apenas com ele mesmo descrita aqui”, diz Beto.

Em 8 de junho de 2018, Vitória saiu de casa para andar de patins e desapareceu. Ela foi encontrada, dias depois, por um morador. Na época, o caso comoveu e a polícia chegou à conclusão que a menina foi morta por engano, ao ser raptada por conta de uma dívida de drogas e confundida com outra pessoal. Júlio Ergesse foi denunciado pelo próprio amigo como autor do crime e foi condenado a 34 anos de prisão.