Anão apontado como um dos líderes de milícia é morto em confronto com a polícia

Rio – Uma operação integrada realizada na tarde desta segunda-feira, em Campinho, na Zona Norte do Rio, resultou na morte de dois suspeitos de fazerem parte de um grupo paramilitar que atua na região. Um dos mortos, Rodrigo Ferreira Sobrinho, conhecido como DG ou Anão, era portador de nanismo. O outro foi identificado pela polícia como Marcos José Nascimento da Silva, o Marquinho Federal.

A ação foi capitaneada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Além disso, a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança (Seseg) e a Polícia Judiciária da Força Nacional (PJFN) também participaram da operação.

Segundo a Draco, com Rodrigo e Marcos foram apreendidas duas pistolas Glock, calibre 9mm e .40, bem como um coldre e um cinto tático. Após o confronto, a Delegacia de Homicídios (DH) foi acionada e realizou a perícia no local. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML).

A operação resultou ainda na apreensão de cadernos com anotações relacionadas às atividades criminosas praticadas pelo bando, talonários de cobranças, entorpecentes embalados para venda, roupas militares camufladas, camisas com a inscrição “polícia” e radiotransmissores, bem como relógios de marca e celulares. Os agentes também encontraram facas táticas, 26 carregadores para fuzil, munição e duas granadas defensivas.

Parte do material apreendido na operação capitaneada pela Draco / Foto: Divulgação

Cinco veículos, sendo quatro roubados, foram recolhidos e encaminhados ao Pátio Legal — eram dois Toyotas Corolla, um GM Captiva Sport, um GM Fox e um Fiat Siena. O restante do material apreendido foi levado para a sede da própria Draco.

De acordo com o delegado titular da especializada, Alexandre Herdy, a operação tinha como objetivo o reconhecimento da região e a verificação de informações reunidas pela seção de inteligência da unidade, que apontavam a localização de integrantes da quadrilha. Entre os alvos, estavam dois suspeitos de comandar a atuação criminosa na região, identificados apenas como Macaquinho e Leleo ou 2L.

O ônibus ainda em chamas / Foto: Reprodução / Redes sociais

Durante a operação, um ônibus foi incendiado no Largo do Campinho, causando a interdição de ruas que cruzam o local. Um outro foco de incêndio, este na Avenida Ernani Cardoso, no mesmo bairro, também deixou a via fechada ao trânsito. Às 15h33, segundo o Centro de Operações Rio (COR) da prefeitura, a avenida foi liberada.

Com informações Extra 

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