Justiça mantém bebê recém-nascido preso em cela de delegacia; entenda o motivo

São Paulo – Um recém-nascido de apenas 3 dias passou as primeiras horas de vida dentro de uma cela no 8º Distrito Policial localizada na cidade de São Paulo. O bebê identificado como Henrico, está preso juntamente com a mãe, identificada como Jéssica Monteiro, de 24 anos, após ela ser detida com 90 gramas de maconha. A mulher que estava grávida foi presa na última sexta-feira (9), junto com o companheiro, identificado como Oziel Gomes da Silva, de 48 anos.

No domingo, quando foi conduzida para audiência de custodia, Jessica acabou entrou em trabalho de parto, ela foi encaminhada ao Hospital Municipal Inácio Proença de Gouveia, onde deu à luz à ao menino Henrico.

No mesmo dia, o advogado Paulo Henrique Guimarães Barbezane foi à audiência representando Jéssica, amparado pela autoridade policial de que a jovem havia dado entrada no hospital em trabalho de parto. Entretanto o juiz Claudio Salvetti D’Angelo, decidiu por manter a prisão, e ignorou as circunstâncias do parto e o fato de acusada ser ré primária.

Na última terça-feira (13), a jovem foi obrigada a retorna para a cela da unidade policial, por decisão do magistrado Claudio Salvetti D’angelo, onde ficou até as 18h desta quarta-feira (14), quando o delegado José Willy Giaconi Júnior solicitou que ela fosse transferida à Penitenciária Feminina de São Paulo. Onde a mãe e o recém-nascido devem  ficar no setor destinado a mulheres que estão amamentando.

Em entrevista à CBN o delegado classificou a manutenção da prisão da jovem como absurda e desumana “nós tentamos junto à secretaria de administração penitenciária, na justiça, uma vaga em um local onde seria adequado mantar uma criança com apenas dois dias de vida. Aqui é uma cela extremamente precária, suja, com mau cheiro, e com uma espuma no chão com alguns cobertores, isolada dos outros presos”, ressaltou Willy Giacon.

O advogado de Jessica informou que solicitou o relaxamento da prisão ou caso o juiz decida uma prisão domiciliar, entretanto foi tudo negado. Inclusive a promotora Ana Laura Ribeiro Teixeira Martins, que está grávida, solicitou por manter a prisão.

 

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