Rússia envia aviões de guerra para a Venezuela

A Rússia enviou dois bombardeios Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62 para participar de manobras militares na Venezuela, cujo governo denuncia constantemente planos dos Estados Unidos para derrubar o regime “socialista” do presidente Nicolás Maduro.

Cinco dias após um encontro em Moscou entre os presidentes Nicolás Maduro e Vladimir Putin, as quatro aeronaves pousaram no Aeroporto de Maiquetía, na região de Caracas, para exercícios conjuntos cuja duração não foi precisada.

O ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino López, declarou que as manobras visam a garantir a defesa do seu país diante de ameaças externas.

“Devemos dizer ao povo da Venezuela e ao mundo inteiro que assim como estamos cooperando em diversas áreas de desenvolvimento para ambos os povos, também estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último palmo quando for necessário”, disse Padrino, ao receber uma centena de pilotos e pessoal russo.

“Vamos fazer isto com nossos amigos porque temos amigos no mundo que defendem as relações respeitosas de equilíbrio, de equilíbrio entre os Estados”, acrescentou.

Bombardeiro Tu-160 depois de pousar no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, na Venezuela

© AFP 2018 / FEDERICO PARRA

Padrino lembrou que estas aeronaves já estiveram na Venezuela em 2013, mas que agora se trada de uma nova experiência.

O general não detalhou quanto tempo os exercícios vão durar, os quais definiu como “intercâmbios de voos operacionais (…) para elevar o nível de ‘interoperacionalidade’ dos sistemas de defesa aeroespacial” dos dois países.

No aeroporto internacional de Maiquetía, Padrino destacou que as manobras se enquadram na cooperação binacional, como parte da qual a Rússia vendeu à Venezuela centenas de milhões de dólares em equipamento militar nos últimos anos.

“Que ninguém no mundo tema a presença destes aviões logísticos caça-bombardeiros estratégicos que han chegaram a território venezuelano, nós somos construtores da paz e não da guerra”, disse. Com informações AFP. 

O general Serguei Ivanovich Kobulash, comandante de aeronaves de longo percurso das forças aeroespaciais da Rússia, declarou que o resultado esperado “é um intercâmbio profundo de experiencias dos pilotos e do pessoal técnico”.

Padrino recordou que outros países da região criaram “desequilíbrios políticos e militares” diante dos quais o governo venezuelano não pode ficar de braços cruzados, em referência à vizinha Colômbia, que Caracas acusa de abrigar bases militares americanas.

No domingo, Maduro denunciou que Washington – que o chama de “ditador” – colocou em andamento um plano para derrubá-lo, com o apoio da Colômbia.

No final de 2016, a Venezuela comprou 24 caças Sukhoi 30 russos e acertou a aquisição de 53 helicópteros MI-24 e de 100 mil fuzis Kalashnikov, entre outros equipamentos.

Caracas também adquiriu da Rússia mísseis Top-MI.

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