Sexta temporada de “Game of thrones” termina em grande estilo

Winterfell – Se a série inspirada nos livros de George R.R. Martin ensinou algo aos telespectadores é de desconfiar quando tudo dá certo demais para os seus protagonistas

Quando George R.R. Martin, criador da série de livros na qual é baseada a produção da HBO, dá uma esmola grande demais, é bom desconfiar. E, em seis temporadas, Game of Thrones nunca havia exibido um episódio no qual seus protagonistas têm perspectivas tão positivas quanto nesse que foi ao ar na noite deste domingo, 26.

Com o título Os ventos do inverno, começou neste capítulo o início da estação que era lema dos Stark, e as diversas vertentes da trama vão lentamente se organizando para o que deve vir mais adiante: a batalha contra os Caminhantes Brancos.

Para começar, Cersei resolveu o problema de ter um exército de fiéis controlando Porto Real. Depois de mandar assassinarem Pycelle e seu primo Lancel, que seguia-os, ela explodiu o septo onde ocorria o julgamento de Loras Tyrell com fogovivo — o material havia sido produzido para a Batalha da Água Negra, disputa entre os Lannister e Stannis Baratheon. Com isso, Alto Pardal e Margaery morreram. Inconformado, Tommen se suicidou, e Cersei foi nomeada rainha dos Sete Reinos.

Arya retornou a Westeros e, com as habilidades do Deus de Muitas Faces, serviu os filhos de Walder Frey a ele no jantar e o assassinou para completar a vingança. Mindinho se declarou para Sansa, que o recusou. Davos enfrenta Melisandre pelo triste fim de Shireen, filha de Stannis, o que fez com que ela fosse mandada embora por Jon Snow. Lady Mormont, que já havia conquistado o público nos últimos episódios, dá um discurso arrebatador em Winterfell e faz com que todas as casas do Norte reconheçam Jon como líder (ele foi chamado até de “Lobo Branco”, por mais que Fantasma ande sumido).

E, enfim, foi finalmente revelada a origem de Jon — ou, pelo menos, é o que tudo indica. Bran terminou uma visão que começou a ter tempos atrás do encontro de Ned Stark com a irmã Lyanna, raptada por  Rhaegar Targaryen. Parte do que ela fala foi mantido em mistério, por meio de um sussurro que o pobre espectador não consegue ouvir, mas o que foi revelado já diz muito. Lyanna havia tido um bebê, e pediu a Ned para protegê-lo, porque se Robert soubesse o mataria. Para mostrar a ligação com Jon, uma solução sutil: a cena transita do rosto da criança para o Rei do Norte (e o público vai à loucura). Então, muito provavalmente, a teoria de que Jon é filho de Lyanna com  Rhaegar será completamente confirmada em breve.

Fora isso, Sam chega a Cidadela para se tornar meistre, e Lady Olenna e Varys estão em Dorne com sede de vingança dos Lannister. Por fim, mais uma da força feminina: Daenerys começa a viagem a Westeros (e deixa, por sugestão de Tyrion, o sedutor Daario Naharis cuidando de Mereen).

Ora, depois dos acontecimentos do Casamento Vermelho, alguém ainda é capaz de acreditar que essa calmaria e essa paz durarão par sempre em Game of Thrones? Sinceramente, espero que não.

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