Traficante que ‘tomava banho’ com cocaína é absolvido

Manaus – Um dos maiores traficantes da fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) foi absolvido pela corte judicial no Paraguai no quesito trafico de drogas.

Segundo informações da Policia Nacional do Paraguai, o chefe de uma organização criminosa voltada ao trafico de cocaína oriunda da Bolívia e que tinha como destino o Brasil foi absolvido pela corte paraguaia no quesito trafico de drogas, porem foi condenado a uma pena de quatro anos somente pelo crime de lavagem de dinheiro.

A prisão do até então traficante no Paraguai, Mario Villalba, de 35 anos de idade, conhecido pela alcunha de “El Gato” era investigado a pelo menos três anos, sendo ele preso em uma granja as margens do Lago da Acaray, na cidade de Hernandárias, no Paraguai no mês de março de 2014.

Mario Villalba “El Gato” possui um mandado de prisão expedido pelo poder judiciário brasileiro pelo crime de trafico de drogas a pelo menos a nove anos e segundo a investigação daquele país, era o homem de confiança do maior traficante da fronteira Tomás Rojas, conhecido como “Toma’i”, que controlava a venda de drogas no estado de Alto Paraná, sendo preso no ano de 2011.

Na época da prisão de “El Gato”, o chefe do Departamento Antinarcóticos da Policia Nacional do Paraguai, o Comissário Principal Crispulo Sotelo informou que o traficante enviava aproximadamente 1000 Kg de cocaína para o Brasil todos os mês e que “El Gato”, recebia três cargas de cocaína por semana vindos da Bolívia e do Peru.

Ainda segundo o Comissário Principal Crispulo Sotelo, festas eram realizadas na granja com a presença de “Mariachis” e em algumas ocasiões costumava “banhar se” com cocaína para celebrar o êxito de algumas negociações.

Como foi a absolvição

Na ação penal, o traficante foi absolvido pelo crime de trafico de drogas, recebendo uma pena de apenas quatro anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. Por unanimidade da corte presidida pelo juiz Herminio Montiel e integrado pelos juízes Efrén Giménez e Haydée Barboza, concluíram que Mario Villalba “El Gato”  cometeu apenas o crime de lavagem de dinheiro comprovada em evidencia da perita contável Sheyla Giménez.

A perita financeira assinalou que o processado conta com uma movimentação financeira elevada após confrontação nos registros do IPS e da Subsecretaria de Estado de Tributação.

Os juízes entenderam que o crime imputado no processo de organização criminosa voltada para o trafico de drogas, com penas que chegam a pelo menos 15 anos de prisão teria ocorrido um duplo julgamento, sendo explicado na sentença pelo presidente do tribunal que inicialmente a Fiscalia Paraguaia processou Mario Villalba pelo crime de associação ao trafico de drogas, porem o processo foi sobrestado e quando a Fiscalia conseguiu as gravações telefônicas com autorização da justiça, que comprovava seu envolvimento na venda de cocaína em grande escala para o Brasil, a Fiscalia deveria abrir um novo processo, pois a legislação do Paraguai proíbe um duplo julgamento. Com informações CGN.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Solve : *
3 + 21 =